O Juízo
2 Coríntios 5:10
O que você sente quando pensa no juízo? Algo ruim? Medo?
O que você sente quando pensa no juízo? Algo ruim? Medo?
O tema do juízo não é um tema que agrada muito as pessoas. E, muitos mensageiros gostam de falar/pregar aquilo que soa bem aos ouvidos, o que agrada e é popular. Mas nós temos de falar/pregar tudo que está na Bíblia. A Bíblia ao longo dos anos, não está preocupada em estar politicamente correta, diante de uma inversão de valores, perda do referencial do que é certo ou errado, sendo isso resultado de uma sociedade degradada pelo pecado ao longo dos anos. O juízo não é muito ensinado, mas está em toda a Bíblia. A primeira cena de juízo acontece no jardim do Éden após a queda do homem. Por que é necessário um juízo? Quais os critérios usados por Deus? Como Deus poderia salvar as pessoas sem juízo?
JESUS falou sobre um dia de juízo. Ele disse aos fariseus: “Digo-vos que de toda palavra frívola/ociosa/inútil que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo” (Mateus 12:36). Paulo declarou: “Porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça” (Atos 17:31). O primeiro anjo de Apocalipse 14 anuncia em grande voz: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo” (Apocalipse 14:7). O tema do juízo é recorrente na Bíblia e está conectado à obra de salvação realizada por Deus.
A Bíblia ensina que o homem será julgado de acordo com aquilo que tiver feito (Jr 17:10; 2 Co 5:10; Ap 20:12). Isso não representa salvação pelas obras. A salvação somente ocorre pela fé em Cristo como nosso Senhor e Salvador pessoal. Mas o que ocorre é que as obras de uma pessoa testificam de sua fé (Tg 2:26). Se a pessoa tem fé em Cristo, suas obras demonstraram isso. Todo julgamento envolve o que consta nos relatos processuais. Por isso, a Palavra de Deus menciona a existência de vários livros usados no tribunal divino:
- As Escrituras Sagradas e a Lei de Deus (Tg 2:12) - norma do juízo.
- O livro da vida (Ap 20:12).
- O livro do registro dos pecados dos homens (Ap 20:12).
- O livro de memórias das boas obras dos santos (Dn 7:10; Ml 3:16; Is 65:6,7).
- O livro da vida (Ap 20:12).
- O livro do registro dos pecados dos homens (Ap 20:12).
- O livro de memórias das boas obras dos santos (Dn 7:10; Ml 3:16; Is 65:6,7).
Esses livros são usados por Deus para que o Universo saiba que Ele é justo ao condenar os ímpios e salvar aqueles que aceitaram a morte substitutiva de Cristo.
Um fato bíblico indiscutível é que todos os seres humanos, de todos os tempos, enfrentarão o julgamento de Deus. Disse Salomão: “Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (Ec 12:14). E Paulo confirma: “... pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus” (Rm 14:10). De que modo ocorrerá esse julgamento? Sob que critérios ele estará fundamentado? Quem é o juiz? Como podemos ser absolvidos? A Bíblia nos responde.
1. Para onde foi Jesus, após Sua ascensão? Hebreus 8:1,2; 9:24; Apocalipse 1:12, 13
Foi atuar como ministro do santuário e do VERDADEIRO tabernáculo que o Senhor ERIGIU, e não o homem.
Concluída a obra para a qual viera ao mundo, Cristo retornou vitorioso ao Santuário Celestial para aplicar os méritos de Seu sacrifício em prol de Seus filhos. Na epístola aos Hebreus é dito que existe outro santuário, “maior e mais perfeito”, do qual o santuário terrestre era apenas uma “figura”, e que este “verdadeiro” santuário se encontra no céu (Hebreus 8:1,2; 9:11-12). O objetivo dessa carta do apóstolo Paulo é chamar a atenção dos cristãos para Cristo e Seu sacerdócio no santuário celestial. No livro do Apocalipse encontramos referências ao santuário celestial (Ap 4:5; 8:3; 11:19; 15:5).
2. Qual é o papel de Jesus no julgamento? João 5:22; Daniel 7:9, 10
O Pai não julga ninguém. Mas, ao Filho confiou todo o julgamento.
O propósito do juízo é a vindicação do caráter de Deus perante o universo através do julgamento da humanidade, a começar pelos que já morreram, determinando a recompensa dos salvos e a destruição dos ímpios (Ap 11:18). Jesus é o único que pode defender-nos no julgamento, pois foi Ele quem pagou o preço da redenção daqueles que O aceitaram. Portanto, Ele é o defensor, mas também será o executor da punição.
Temos um ADVOGADO que intercede por nós junto ao PAI. Jesus tem uma função dupla no santuário celestial. Além de juiz, Ele é advogado da humanidade, representando o pecador diante de Deus. “Porquanto há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2:5). Nosso advogado é fiel e nunca perdeu uma batalha.
Para entendermos essa dupla função, devemos saber sobre as três etapas do juízo. Jesus hoje atua como nosso Advogado (vivemos no período do juízo pré-advento ou investigativo). Após a segunda vinda de Jesus, durante mil anos (Ap 20:4), os santos irão analisar e comprovar a sentença dada por Deus a cada pessoa (1 Co 6:2). Finalmente após os mil anos, Jesus executará o juízo final (Ap 20:7-10). Nessa etapa o mal será extinto para sempre.
4. Quantos deverão enfrentar o juízo divino?
2 Coríntios 5:10 - Porque é necessário que todos nós compareçamos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.
Paulo afirma: “Todos nós compareceremos perante o tribunal de Deus” (Rm 14:10). Todos os dias cada um de nós está decidindo onde passará a eternidade. De acordo com Apocalipse 22:12: “Quando Ele vier trará a recompensa a cada um”. Deus não faz acepção de pessoas, todos serão analisados e julgados de maneira justa (Rm 2:11). E, as obras serão levadas em conta. Somos salvos pela graça, mas o juízo é pelas obras. E as obras evidenciam se a pessoa tem ou não Cristo na vida. As obras não salvam, mas evidencia quem está salvo ou perdido. Os frutos do Espírito são produzidos pelos que permanecem ligados na videira, Cristo e tem o Espírito Santo. Os frutos da carne são produzidos pelos que não tem o Espírito Santo. As obras evidenciam a quem servimos.
O juízo revela aos seres celestiais quem, dentre os mortos, está salvo, sendo digno de acordar na primeira ressurreição (Ap 20:6). Também revela quem, dentre os vivos, permanece em Cristo, preparado para a glorificação e transladação (1 Co 15:52-54; 1 Ts 4:16, 17). Também vindica a justiça de Deus em salvar os que creem em Jesus e destruir os que rejeitaram a graça salvadora (Mt 25:41).
5. O que Deus julgará? Por quais coisas as pessoas serão julgadas? Eclesiastes 12:13, 14; Mateus 12:36, 37.
Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más (Ec 12:14).
O Juízo de Deus será estabelecido segundo a verdade que recebemos de Sua Palavra (Rm 2:2). A Bíblia é clara ao afirmar que os mortos serão julgados segundo as suas obras, conforme o que há escrito nos livros celestiais que são registros perfeitos feitos por Deus e pelos anjos. A salvação sempre foi e é pela graça mediante a fé [...] para as boas obras (Ef 2:8).
Paulo declara que cada um receberá segundo o “bem ou mal que tiver feito por meio do corpo” (2 Co 5:10). Para que as obras sejam analisadas, deve haver um registro preciso no Céu. É isso que a Bíblia informa. Ela fala de livros de registros (Ap 20:12): do livro da vida (Fp 4:3; Ap 21:27), do livro de memórias dos justos (Ml 3:16) e também de um livro em que se registram as ações dos ímpios (1 Co 4:5). O próprio Jesus ensinou: “Porque o Filho do Homem há de vir na glória de Seu Pai, [...] então, retribuirá a cada um conforme as suas obras” (Mt 16:27).
No livro da vida estarão escritos os nomes de todos aqueles que aceitaram a Cristo (1Jo 5:12). No livro memorial estará o registro dos atos dos que temem ao Senhor(Ml 3:16). Quem tiver o nome no Livro da Vida estará a salvo, quem não tiver é porque não se arrependeu de seus pecados e procurou se desviar das orientações do Senhor. De uma maneira ou outra, seremos julgados com justiça.
Como parte do plano da salvação, o juízo é um momento crucial para a humanidade. Nele, serão levadas em conta todas as atitudes - boas ou más - de todas as pessoas. O juízo tem caráter universal, pois todos comparecerão diante do tribunal de Deus (Rm 14:10; 2 Co 5:10).
6. Qual é a norma pela qual seremos julgados? norma usada por Deus no juízo? Tiago 2:10-12; Tiago 1:25; Eclesiastes 12:13, 14
A atitude de cada um em relação aos ensinos bíblicos, bem como à guarda dos Dez Mandamentos, é o critério pelo qual seremos julgados (Rm 2:12).
A fim de estar pronto para o juízo, é necessário que o ser humano guarde a lei de Deus. A lei será a norma no juízo. Por isso, Paulo declarou: “Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados” (Rm 2:13). Jesus Cristo, respondendo à pergunta do jovem rico sobre como alcançar a vida eterna, afirmou: “Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos” (Mt 19:17). Tempos depois, João, o discípulo amado, exortou: “Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade” (1 Jo 2:4). Um tribunal e as fases do juízo Assim como um tribunal se assenta para juízo nos julgamentos atuais, o mesmo acontecerá no julgamento divino. Nesse julgamento, Deus é o Juiz (Sl 7:11), Jesus é o Advogado (1 Jo 2:1), Satanás é o acusador (Ap 12:10), as testemunhas são os anjos (Ap 20:12), o réu é o pecador (At 17:31) e o código moral é a lei de Deus (Tg 2:10-12). O juízo de Deus está dividido em três fases:
- “Investigação”. Teve início em 1844 e terminará pouco antes da volta de Cristo (Dn 8:14; 9:24-27). Todos os casos serão decididos nesta fase para a salvação ou perdição, nas fases seguintes não haverá decisões.
a) Primeira fase: juízo pré-advento ou investigativo
Essa fase do juízo é realizada antes que Cristo retorne a esta Terra. Teve início em 1844. O objetivo desta fase é justificar o caráter de Deus diante dos seres celestiais e definir quem estará salvo ou não por ocasião da Volta de Jesus (Dn 7:9,10,22; 8:14; 1 Pe 4:17; Ap 14:7; 3:14-22).
Essa fase do juízo diz respeito ao povo de Deus, começando pelos primeiros habitantes da Terra e chegando até os que estiverem vivos quando o Senhor vier. Aqueles que não aceitaram a Cristo como Salvador não serão julgados nessa fase. Foi isso que Jesus declarou: Quem não crê no Filho “já está condenado” (Jo 3:18).
Não existe julgamento sem lei. A base do julgamento celestial é a lei de Deus, chamada Lei da Liberdade. É importante a compreensão de que apenas o sacrifício de Cristo nos garante a certeza da salvação. Não somos salvos devido à nossa obediência – mas obedecemos porque fomos salvos. Primeiro Deus salva e depois pede obediência (Êx 20). Ao obedecer às orientações divinas somos poupados de muitas dores, sofrimentos e problemas.
7. Que visão o profeta Daniel teve com relação ao juízo divino? Daniel 7:9, 10. E o que aconteceria no Céu e na Terra, no fim das 2300 tardes e manhãs? Apocalipse 11:18, 19
Até 2300 tardes e manhãs e o santuário será PURIFICADO (Dn 8:14-17). Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu JUÍZO. E adorai Aquele que fez o céu, a terra e o MAR, e as fontes das águas (Ap 14:6,7). É NECESSÁRIO que ainda PROFETIZES a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis (Ap 10:7-10).
No capítulo 7, Daniel viu o juízo sendo iniciado no Céu; no capítulo 8, ele ouviu que o juízo começaria depois que se passassem 2.300 “tardes e manhãs” (Dn 8:14). Uma “tarde e manhã” equivale a um dia (ver Gn 1:5, 8, 13), logo 2.300 tardes e manhãs equivalem a 2.300 dias. Em se tratando de profecia, devemos aplicar o princípio dia-ano de interpretação profética, em que cada dia profético equivale a um ano literal, quando aplicável (ver Nm 14:34; Ez 4:6, 7). Assim, o juízo deveria começar no santuário celestial após 2.300 anos literais. Daniel 9:24-27 - O início da contagem das 70 semanas proféticas (490 anos) e dos 2.300 anos se deu no ano de 457 a.C., com o decreto do rei Artaxerxes permitindo a reconstrução do templo e da cidade de Jerusalém (Ed 6:14; 7:7-12). O que significa que o ministério de Jesus estaria entrando na última etapa de Seu sacerdócio, ou seja, a do Juízo Final.
Se viajarmos 2.300 anos, a partir de 457 a. C., alcançaremos o ano de 1844. O juízo no santuário terrestre era realizado sempre no décimo dia do sétimo mês. Fazendo uma transposição dessa data para nosso calendário, chegamos ao dia 22 de outubro de 1844. A partir daí, começaria o juízo no santuário celestial. O juízo investigativo terminará com a saída de Jesus do santuário celestial (Dn 12:1), o que significa o fim de Sua intercessão e da oportunidade de salvação (Ap 15:8; 22:11).
A purificação do santuário é uma referência ao início do juízo que antecede a volta de Cristo à Terra. Aprendemos que no santuário, uma vez ao ano, no décimo dia do sétimo mês (dia da Expiação), o sumo sacerdote entrava no lugar santíssimo para realizar a purificação do santuário. Da mesma forma, ao findar dos 2300 dias proféticos ou anos, em 22 de outubro de 1844, Jesus entrou no lugar santíssimo do santuário celestial para ministrar como Juiz. Ao mesmo tempo, aqui na Terra, segundo a profecia, Deus levantou um movimento restaurador de verdades que ainda hoje anuncia ao mundo a chegada da hora do juízo (Is 58:12) e anuncia ao mundo a chegada da hora do Juízo.
b) Segunda fase: juízo comprobatório/confirmação
8. Que visão o profeta João teve com relação ao juízo? Apocalipse 20:11, 12.
Esse julgamento se refere àqueles que não têm seus nomes no livro da vida (Ap 20:15). Ele ocorre durante mil anos, após a volta de Cristo (Ap 20:5). Não significa que ainda exista esperança de salvação. Esse juízo será realizado pelos salvos durante os mil anos. O objetivo é justificar o caráter de Deus diante dos remidos e verificar o motivo da perdição dos ímpios. Para benefício dos salvos, Cristo abrirá todos os livros e irá revelar por que os ímpios se perderam.
O que são os mil anos? Apocalipse 20:4-9
Quando Jesus voltar, os justos irão para o Céu por um período de mil anos. Nesse tempo, receberão autoridade para julgar (juízo de confirmação/comprovação). A Terra permanecerá desolada (Jr 4:23-26; 25:33) e Satanás e seus anjos ficarão presos, pois não terão a quem tentar nesse período (Ap 20:1-3). Após esse tempo, Satanás será solto e irá tentar a multidão formada por ímpios ressuscitados após os mil anos, com a intenção de destruir a Cidade Santa, a Nova Jerusalém (Ap 21:2; 20:7-9). Nesse momento acontecerá a destruição final do mal (execução do juízo).
9. Como João descreve o juízo que os ímpios receberão? Apocalipse 20:7-9.
c) Terceira fase: juízo executivo
O objetivo é justificar o caráter de Deus diante de todos os seres criados, bons e maus. É a proclamação da sentença condenatória contra os ímpios e a sua destruição. Aqui se cumpre o que está predito tanto no AT e como no NT (Is 45:23; Rm 14:11): “...Diante de mim se dobrará todo o joelho, e por mim jurará toda a língua.” Será o único momento na história em que toda a humanidade de todos os tempos e eras, estará reunida.
A terceira e última fase é chamada de juízo executivo, pois se trata da aplicação da sentença aos impenitentes. Ao final dos mil anos, os ímpios ressuscitarão e Satanás os arregimentará para tentar dominar a Nova Jerusalém, mas essa tentativa será frustrada. Deus enviará do Céu fogo divino destruirá/consumirá pecado e pecadores. Não ficará nenhum vestígio de maldade (Na 1:9), nada sobrará (Ml 4:1). O mesmo fogo que extirpa/destrói o mal/ímpios purificará este planeta, que será a eterna morada dos remidos (Ap 21:1-4).
10. Que devemos fazer para sermos aprovados no Juízo? Romanos 8:1
Nenhuma CONDENAÇÃO há para os que estão em CRISTO JESUS.
A boa notícia para aqueles que estão seguindo Jesus e obedecendo os Seus mandamentos é que comparecerão perante o tribunal de Cristo, mas não haverá condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus (1Jo 5:12). Estar em Cristo significa ter um relacionamento profundo com Ele e como nosso próximo, o que implica em ter a vida moldada à imagem e semelhança de Deus e observar as orientações de Sua Palavra.
Nossa única garantia é aceitar o sacrifício de Cristo em nosso lugar. Quando fazemos isso, nossa vida é transformada pela ação do Espírito Santo (Fl 2:13). Jesus toma o nosso lugar no tribunal divino e assume nossa culpa. Deus nos absolve pelo que Cristo fez na cruz do calvário (Rm 5:6-9). Isso é graça, isso é justificação. Nossa vida é colocada em harmonia com a vontade divina (Rm 6:22).
11. Que forte apelo o apóstolo Pedro faz a nós?
2 Pedro 3:7,11-13 - ⁷ Pela mesma palavra, os céus e a terra que agora existem têm sido guardados para o fogo, estando reservados para o Dia do Juízo e da destruição dos ímpios. ¹¹ Uma vez que tudo será assim desfeito, vocês devem ser pessoas que vivem de maneira santa e piedosa, ¹² esperando e apressando a vinda do Dia de Deus. Por causa desse dia, os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos se derreterão pelo calor. ¹³ Nós, porém, segundo a promessa de Deus, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça.
Conclusão
O profeta Daniel nos apresenta uma informação preciosa: O juízo divino é realizado a favor dos santos (ver Dn 7:18, 22, 27). Se o juízo é a nosso favor, não precisamos temer, a não ser que nosso caso ainda não esteja nas mãos do Advogado Jesus (ver 1 Jo 2:1). Entregue seu caso agora nas mãos de Jesus. Ele nunca perdeu nem perderá uma causa. Você será um vitorioso se estiver ligado a Ele.
Aquele que tem Cristo como Salvador pessoal, não precisa temer o juízo de Deus,. Devemos lembrar que, neste julgamento, o mesmo juiz (Jo 5:22) é o nosso Advogado (1 Jo 2:1) - Jesus Cristo está pronto para interceder por nós (Rm 8:1) e nos defender do grande acusador, Satanás (Ap 12:10). Hoje é o dia de buscarmos refúgio em Cristo.
Recapitulação: Após Sua ascensão, Cristo foi atuar no santuário do CÉU. A profecia que revela a data do Juízo é a das 2300 tardes e MANHÃS. A partir de 1844, Cristo, além de intercessor, atua como JUIZ. As três fases do Juízo são: 1) INVESTIGATIVO, 2) COMPROVAÇÃO e 3) EXECUÇÃO. Deus vai JULGAR todas as coisas. Todos nós compareceremos perante o TRIBUNAL de Cristo. Não há nenhuma condenação para aqueles que estão em CRISTO e guardam Seus mandamentos.
Reflexão: O julgamento será concluído pouco antes da segunda vinda de Jesus, quando todos os casos estarão selados para a eternidade. A vinda de Cristo trará consigo a recompensa pelas escolhas feitas hoje. Devemos estar seguros em Cristo e seguir Sua verdade agora. Mas, não tenha medo, saiba que o juízo de Deus existe para salvar. Mas, para que isso seja uma realidade em sua vida, você precisa aceitar a Cristo como seu Salvador e Senhor. Ele é o Advogado que nunca perdeu uma causa e está pronto para interceder por você nesse julgamento. Ele já pagou a sua pena. Você só precisa confiar e aceitar Sua intercessão. Por que você não pede a Deus neste momento que interceda por você no tribunal dos Céus?
Compromisso de fé:
[ ] Desejo obedecer à Palavra de Deus e aos Seus mandamentos.
[ ] Aceito Jesus como meu Salvador e O constituo meu advogado pessoal.
[ ] Compreendo hoje que o juízo de Deus se realiza neste momento e que todo ser humano vai dar conta de suas obras.
[ ] Compreendo que a lei de Deus é a norma do juízo divino e desejo colocar minha vida em harmonia com ela.
[ ] Aceito Jesus como meu Advogado junto ao Pai e desejo que Ele interceda em meu favor.
Referências:
Estudos Bíblicos: Ouvindo a Voz de Deus, Ensinos de Jesus, Guia de Estudo Bíblia Fácil.
Leitura complementar:
1.Nisto Cremos: Crenças 8, 24 e 27.
2.Tratado de Teologia: Capítulo 23.
3.Ellen G. White: O Grande Conflito. capítulo 26 (Casa Publicadora Brasileira).
4.Ellen G. White: Cristo Em Seu Santuário. capítulos 9-10 (Casa Publicadora Brasileira).
5.Frank B. Holbrook. A luz de Hebreus: intercessão, expiação e juízo no santuário celestial (Unaspress).
